Bem - vindos !


Hoje nós vamos falar um pouco sobre a nossa Umbanda e como ela apareceu!

                 DENOMINAÇÃO “UMBANDA”:
Para alguns, a palavra Umbanda [umbanda] provém dos dialetos Kimbundo e Kikongo, do povo Bantu, habitantes da
região que compreende Angola, Congo, Guiné e significa: 
“O Além, onde moram os espíritos” servindo para designar
um culto aos mortos cujos sacerdotes eram chamados Kimbandas [Ki-mbanda], aqueles que se comunicam com o
Além. A função mais destacada destes sacerdotes era a cura de moléstias do corpo e da alma. Admitindo-se esta
origem fica claro que a relação da Umbanda com o espiritismo que não teria sido “descoberto” por Alan Kardek é
antiga e muito anterior ao espiritismo kardecista e, considerando o caráter de religião espírita que a Umbanda
apresenta atualmente, é provável que esta seja a etimologia correta.
Outra interpretação, que também localiza a origem da palavra na África, em um tempo situado há 7 mil anos, sem
indicação de região geográfica, alega que Umbanda é vocábulo composto dos radicais Um=Deus e Banda=povo, o resulta em “Povo de Deus”.Uma terceira investigação desloca a procedência da palavra da África para o Brasil-Pindorama, pré-colonização,derivando o termo da língua Abanheenga, pertencente a uma nação indígena Tupi, herança sagrada e perdida de Agartha, uma cidade oculta nas entranhas da terra, para uns; localizada no plano astral, para outros, revelação de Espíritos Superiores, tão evoluídos que transcenderam os ciclos da reencarnação. Composta de três radicais de uma língua morta, não se sabe se o Senzar ou o Devanagari, indianas: AUM=DIVINDADE SUPREMA, BAN=CONJUNTO,SISTEMA; DAN=REGRA, LEI, Umbanda, então, significaria “Conjunto das Leis Divinas”. Essa terceira versão, ao que parece, possivelmente foi engendrada pela linha umbandista que pretende fazer desta religião o supra-sumo da espiritualidade do terceiro milênio, defendida pelo Primado de Umbanda, mencionado acima. AUM significa “A
DIVINDADE SUPREMA”, seu símbolo sendo amplamente conhecido BAN significa “CONJUNTO OU SISTEMA”, em
Adâmico é representado da seguinte forma DAN significa “REGRA OU LEI” A UNIÃO destes princípios radicais, ou
AUMBANDAN, significa “O CONJUNTO DAS LEIS DIVINAS”. A Definição Clássica do que é Umbanda, foi aprovada na II CONVENÇÃO NACIONAL DA UMBANDA, realizada pelo CONSELHO NACIONAL DELIBERATIVO DA UMBANDA E DOS CULTOS AFROS - CONDU/RJ, em 25/28 de agosto de 1.978, que é a seguinte:
“UMBANDA é uma manifestação Divina, Culto de caráter Místico Religioso, projetado no Plano Astral do Brasil, com
fundamento na Caridade. Uma vibração de Amor, trazidas pelas Entidades Espirituais”.
                          
                         ORIGEM DA UMBANDA
Nasce Zélio Fernandino de Moraes. Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de abril de 1891, no distrito de
Neves, município de São Gonçalo - Rio de Janeiro. Escrever sobre Umbanda sem citarmos Zélio Fernandino de Moraes é praticamente impossível. Ele, assim como Allan Kardec, foram os intermediários escolhidos pelos espíritos para divulgar a religião aos homens.
                                 
                                   Fato Curioso
Aos dezessete anos quando estava se preparando para servir as Forças Armadas através da Marinha aconteceu um
fato curioso: começou a falar em tom manso e com um sotaque diferente da sua região, parecendo um senhor com
bastante idade. A princípio, a família achou que houvesse algum distúrbio mental e o encaminhou ao seu tio, Dr. Epaminondas de Moraes, médico psiquiatra e diretor do Hospício da Vargem Grande. Após alguns dias de observação e não encontrando os seus sintomas em nenhuma literatura médica sugeriu à família que o encaminhassem a um padre para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava que seu sobrinho estivesse possuído pelo demônio. Procuraram, então também um padre da família que após fazer ritual de exorcismo não conseguiu nenhum resultado. Tempos depois Zélio foi acometido por uma estranha paralisia, para o qual os médicos não conseguiram encontrar a cura. Passado algum tempo, num ato surpreendente Zélio ergueu-se do seu leito e declarou: “Amanhã estarei curado”. No dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido. Nenhum médico soube explicar como se deu a sua recuperação. Sua mãe, D. Leonor de Moraes, levou Zélio a uma curandeira chamada D. Cândida,figura conhecida na região onde morava e que incorporava o espírito de um preto velho chamado Tio Antônio. 
Tio Antônio recebeu o rapaz e fazendo as suas rezas lhe disse que possuía o fenômeno da mediunidade e deveria
trabalhar com a caridade.

             
                   Primeiro Contato com a Umbanda
O Pai de Zélio de Moraes Sr. Joaquim Fernandino Costa, apesar de não frequentar nenhum centro espírita, já era um
adepto do espiritismo, praticante do hábito da leitura de literatura espírita. No dia 15 de novembro de 1908, por
sugestão de um amigo de seu pai, Zélio foi levado a Federação Espírita de Niterói. Chegando na Federação e
convidados por José de Souza, dirigente daquela Instituição sentaram-se a mesa. Logo em seguida, contrariando as
normas do culto realizado, Zélio levantou-se e disse que ali faltava uma flor. Foi até o jardim apanhou uma rosa
branca e colocou-a no centro da mesa onde realizava-se o trabalho.Tendo-se iniciado uma estranha confusão no local ele incorporou um espírito e simultaneamente diversos médiuns presentes apresentaram incorporações de Caboclos e pretos velhos.
Advertidos pelo dirigente do trabalho a entidade incorporada no rapaz perguntou: “- Porque repelem a presença dos
citados espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Seria por causa de suas origens sociais e da
cor?”
Após um vidente ver a luz que o espírito irradiava perguntou:
“- Porque o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau
de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala deste modo, se estou vendo que
me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome meu irmão?”
Ele responde:
“- Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã estarei na casa deste aparelho, para dar
início a um culto em que estes pretos e índios poderão dar sua mensagem e, assim, cumprir a missão que o plano
espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre
todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque não haverá caminhos fechados para mim.”
O vidente ainda pergunta:
“- Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto?”
Novamente ele responde:
“-Colocarei uma condessa em cada colina que atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei.”
Depois de algum tempo todos ficaram sabendo que o jesuíta que o médium verificou pelos resquícios de sua veste no espírito, em sua última encarnação foi o Padre Gabriel Malagrida.
                  
                   NASCIMENTO DA UMBANDA
No dia 16 de novembro de 1908, na rua Floriano Peixoto, 30 – Neves – São Gonçalo – RJ, aproximando-se das 20:00
horas, estavam presentes os membros da Federação Espírita, parentes, amigos e vizinhos e do lado de fora uma
multidão de desconhecidos. Pontualmente as 20:00 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas desceu e usando as seguintes palavras iniciou o culto:
“- Aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos, que haviam sido escravos e que desencarnaram não encontram campo de ação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas quase que exclusivamente para os trabalhos de feitiçaria e os índios nativos da nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor, raça, credo ou posição social. A pratica da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto, que tem base no Evangelho de Jesus e como Mestre Supremo Cristo”.
Após estabelecer as normas que seriam utilizadas no culto e com sessões diárias das 20:00 às 22:00 horas,determinou que os participantes deveriam estar vestidos de branco e o atendimento a todos seria gratuito. Disse também que estava nascendo uma nova religião e que chamaria UMBANDA.
O grupo que acabara de ser fundado recebeu o nome de Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade e o Caboclo das
Sete Encruzilhadas disse as seguintes palavras:
“- Assim como Maria acolhe em seus braços o filho, a tenda acolherá aos que a ela recorrerem nas horas de aflição,
todas as entidades serão ouvidas, e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos
aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai.”
Ainda respondeu perguntas de sacerdotes que ali se encontravam em latim e alemão.
O Caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que haviam neste
local, praticando suas curas.
Nesse mesmo dia incorporou um preto velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido como loucura de seu aparelho e com palavras de muita sabedoria e humildade e com timidez aparente, recusava-se a sentar- se junto com os presentes à mesa dizendo as seguintes palavras:
“- Nêgo num senta não meu sinhô, nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nêgo deve arrespeitá”,
Após insistência dos presentes fala:
“- Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nêgo”.
Assim, continuou dizendo outras palavras representando a sua humildade. Uma pessoa na reunião pergunta se ele sentia falta de alguma coisa que tinha deixado na terra e ele responde:
“- Minha caximba.,nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque buscá”.
Tal afirmativa deixou os presentes perplexos, os quais estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento de
trabalho para esta religião. Foi Pai Antonio também a primeira entidade a solicitar uma guia, até hoje usadas pelos
membros da Tenda e carinhosamente chamada de “Guia de Pai Antonio”.
No outro dia formou-se verdadeira romaria em frente a casa da família Moraes. Cegos, paralíticos e médiuns que eram dado como loucos foram curados, a partir destes fatos fundou-se a Corrente Astral de Umbanda.
Após algum tempo manifestou-se um espírito com o nome de Orixá Malé, este responsável por desmanchar trabalhos de baixa magia, espírito que, quando em demanda era agitado e sábio destruindo as energias maléficas dos que lhe procuravam.
As sete linhas que foram ditadas para a formação da Umbanda sâo: Oxalá, Iemanjá, Ogum, Obalualê, Xangô, Oxossi e Oxum ”normas” do culto umbandista ditadas pelo missionário e luminoso Caboclo das Sete Encruzilhadas,
particularmente quanto à gratuidade, dispensa oferendas votivas com sacrifícios de animais e não-utilização de
sangue ritualístico (RAMATIS. A Missão da Umbanda, 2006, p. 45).

O Orixá, que nós muito respeitamos, Senhor da Luz Primaz, esta energia cósmica e Onipresente, não necessita culto.
Eles são o que são com ou sem o reconhecimento dos filhos de fé! São como a luz do sol, que muito embora desponte no horizonte em seu carrilhão de fogo quando ainda muitas criaturas ainda dormem, nem por isso brilha menos na sua majestosa apoteose de luz!
A Umbanda desceu ao plano físico por ordem dos Orixás, para que a humanidade, compreendendo Sua existência, reverenciasse o Criador dos Mundos, O Senhor dos Universos, Deus, Nosso Pai Celestial.
A Umbanda se fez presente através da força dos Senhores Solares como uma benção em favor das ignorâncias estagnadas, intelectualizadas, que hipertrofiam seus cérebros com conhecimentos e esvaziam seus corações de sentimentos mais dignos! As forças gigantescas do universo, os Portentosos Senhores do carma, não necessitam ser cultuados, bastando que os respeitem através do amor incondicional ao próximo e que representem este amor, não acendendo velas em seus santuários nem com oferendas em seus congás; mas que os reverenciem na luz interior de seus próprios corações, reeducados no serviço ao próximo e na comunhão de todos no sentido da elevação da consciência através dos ensinamentos dos Grandes senhores Avatares que já estiveram aqui neste mundo, como Moisés, Krishna, Buda, Zoroastro, Jesus...Todos, como grandes estrelas descidas dos céus, trouxeram, cada um a seu tempo, verdadeiras pérolas do conhecimento da Sagrada Árvore da Vida Eterna mas a humanidade, em sua pequenez de alma e gigantismo de egos, traduziu e ensinou as escrituras de acordo com sua limitada compreensão,degenerando o verdadeiro conhecimento que andou por caminhos escusos, fomentando desprezíveis defecções na mensagem que deveria ser a maior herança para a humanidade.
Assim é que este “nego véio”, sem o palavreado simples da senzala, vem pedir aos filhos de terreiro, que, se não podem ou não conseguem ainda compreender a Umbanda, que deixem o tempo, Mestre por excelência,trazer conhecimento no momento certo, quando a consciência dos filhos estiverem mais maduras.
Por ora, se quiserem de boa vontade realizar a Vontade do Pai Supremo, e agradar aos Orixás, que verguem para baixo seus narizes, quase sempre empinados e olhem para os irmãos infelizes que sem poderem acreditar em Deus de estômagos vazios e corpos nus, necessitam urgentemente acreditar nos homens, na palavra dos filhos de fé, no carinho da compaixão tal qual Jesus vos exemplificou. Isso trará mais esperança nos homens e maior compreensão de Deus e de Sua Justiça. A luz não pode ficar embaixo do alqueire, filhos meus, assim como também o discernimento e a coerência.
A Umbanda não é circo! Não é lugar para shows populares nem de mágicas ilusórias. A Umbanda é Sagrada, Orixá é
Sagrado como também é Sagrado o filho de Deus que caminha por este mundo debaixo de provações e que
necessita da compaixão e do carinho de seus irmãos de jornada. 
                                             Saravá Umbanda!

Comentários

  1. Muito interessante. Umbanda eh paz e amor ♡♡♡ Parabéns pelo conteúdo

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  2. Realmente uma boa leitura e aprendizagem 👋

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  3. Muito blog, esclarecedor e explicativo pra quem quer conhecer nossa Religião.
    Parabéns ao responsavel!!!
    Saravá Umbanda!!!

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